terça-feira, 27 de setembro de 2016

Hortas Escolares da UnB conscientiza alunos sobre a importância da alimentação

Projeto tem a proposta pedagógica de gerar nos alunos uma prática mais dinâmica e significativa e trazer isso para a vida


Horta escolar FNDE/Divulgação

Nesta segunda- feira (26), o Revista Brasília falou sobre o projeto da Universidade de Brasília (UnB), que tem como objetivo conscientizar os alunos sobre alimentação. A coordenadora do projeto Educando com a Horta Escolar e professora do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), Ana Rosa, conta que a proposta, em nível nacional, é formar multiplicadores para colocar a horta dentro das escolas.

Então, ela destaca que os estados e municípios se candidataram e o Distrito Federal (DF) foi uma das unidades federativas que implantou o projeto, somando-se aos mais de 500 municípios. A coordenadora também fala sobre a resistência da população em não ter uma alimentação saudável." Isso varia desde a praticidade da alimentação que não é saudável, como abrir um pacote de biscoito do que fazer o biscoito, até questões culturais como o valor que as pessoa dão ou não para esses alimentos", diz. 


Escute o áudio na EBC

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fome física x fome emocional: comemos alimentos ou emoções?

Fonte: A Crítica

Se não for equilibrada, a relação entre comida e prazer pode trazer consequências negativas à saúde
Costumes, ideologias, crença, fé religiosa, educação e outros fatores devem ser levados em consideração quando o assunto é a alimentação. Já faz tempo que o ato de comer deixou de se limitar somente à função nutritiva e passou a se relacionar também com processos afetivos e socioculturais. Porém, o prazer gerado pelo alimento pode tornar-se um problema, se esse passar a ser considerado uma válvula de escape para estresse ou para sentimentos negativos.

A fome é a necessidade de comer desencadeada pela falta de energia, e pode ser dividida em dois tipos: a fome fisiológica, que é a sensação física e não relacionada a alimentos específicos, e o apetite hedônico relacionado ao prazer e recompensa, e que ocorre mesmo sem a deficiência de energia.

Quando a comida é utilizada para lidar com problemas pessoais, o apetite sentido é considerado como fome emocional. “De forma geral, podemos dizer que é a vontade de diminuir a sensação do desconforto emocional por meio da comida, enquanto a fisiológica é a necessidade”, afirma Marcia Daskal, nutricionista e proprietária da Recomendo Assessoria em Nutrição.

Os principais fatores que podem levar à fome emocional são necessidades básicas não atendidas, como sono inadequado e dietas restritivas sem orientação médica ou nutricional, e situações do dia a dia, como desentendimentos com pessoas próximas, problemas no emprego, e outras circunstâncias que provoquem estresse e sentimentos de raiva, ansiedade, medo, tristeza, cansaço e insegurança.

O Dr. Marcio Mancini, endocrinologista chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP, salienta que “a fome emocional pode levar ao excesso de peso ao longo do tempo, desencadeando a obesidade. Além disso, pode evoluir para um distúrbio nutricional, como o transtorno da compulsão alimentar, que é a ingestão de uma grande quantidade de alimentos em um curto período de tempo com perda de controle sobre o ato de comer, gerando angústia e sofrimento”.

Como identificar a fome emocional?

Os principais indícios de que está fora de controle são desejo urgente de comer, ingestão de alimentos com voracidade ou em grande quantidade e dificuldade de controlar ou a sensação de que nada satisfaz. Na prática, é como a representação “viver para comer” e não “comer para viver”.

De acordo com Marcia, “a dificuldade em diferenciar a sensação de fome de outras sensações corporais pode começar na infância, quando os pais oferecem comida como expressão de amor ou premiação. Ao longo da vida, as pessoas vão perdendo a capacidade natural de comer quando estão com fome e de parar quando satisfeitas, e acabam se desenvolvendo seguindo regras referentes a horários, quantidades e qualidade determinadas por outros, ignorando os sinais de saciedade, intuição e vontade próprias”.

O médico endocrinologista, o nutricionista ou mesmo o psicólogo são os profissionais indicados para ajudar a identificar situações que poderiam passar despercebidas, contribuindo para uma relação mais equilibrada e prazerosa com a comida.

Prazer x culpa: O real significado da comida

A comida pode ter diversos significados. Muitas pessoas conseguem sentir prazer e culpa ao mesmo tempo. Além disso, um cardápio prazeroso é frequentemente associado como não saudável, proibido e engordativo. O fato é que o conceito de “alimentação saudável” não pode ser associado apenas a determinados tipos de alimentos, ou a privações e sacrifícios.

É importante relembrar que comer não é exclusivamente um processo fisiológico, mas é igualmente uma ação afetiva e sociocultural. É necessário resgatar o relacionamento mais saudável com a comida, entendendo que o problema não é o ingrediente ingerido, mas o desequilíbrio no consumo dos ingredientes. A alimentação balanceada é o primeiro passo em direção a um estilo de vida mais saudável.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Hortas comunitárias: mãos na terra por uma alimentação mais saudável

Fonte:Diário Catarinense
Por ERICH CASAGRANDE


Osvaldo mantém horta comunitária em Palhoça, na Grande FlorianópolisFoto: Marco Favero / Agencia RBS

Sentir o cheiro de terra úmida entre os dedos enquanto se coloca as sementes uma a uma e, semanas depois, vê-las germinar em forma de alimentos saudáveis têm motivado comunidades catarinenses a investir em espaços coletivos para produzir os próprios alimentos. Mais do que proporcionar comida saudável, as hortas comunitárias têm produzido um novo ambiente de integração social e qualidade de vida.

Hortas comunitárias estimulam cooperação entre vizinhos em Florianópolis

Em Santa Catarina, existem sete hortas comunitárias criadas pela Eletrosul, que disponibiliza os terrenos próximos às torres de transmissão de energia e entrega o lugar pronto para o cultivo. Os canteiros são administrados pelos moradores que plantam, colhem, consomem e vendem os produtos.

– São cerca de 300 famílias em todo o Estado e acredito que se tirar uma horta dessas de onde elas estão vai gerar uma revolução. É algo que todo mundo está engajado, envolvido e aproveita – avalia Anderson Caetano, técnico agrícola responsável pela coordenação do projeto no Sul do país.

Para a companhia, a vantagem está em proteger as áreas onde as torres estão instaladas de invasões e queimadas e em dar destino ao terreno, que são um dos melhores para o cultivo porque geralmente sofreram pouca alteração nos últimos anos e guardam características bastante naturais do solo. São quatro hortas comunitárias em Palhoça, duas em Xanxerê e outra em Joinville. A Eletrosul também incentivou a criação de outras 22 hortas comunitárias no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Terrenos públicos e unidades recebem hortas comunitárias em Florianópolis
O projeto da Eletrosul existe desde 2001, mas o movimento de hortas comunitárias cresce em todo o país, seja por incentivo de organizações não governamentais, órgãos públicos ou pela motivação de um grupo de moradores, como aconteceu no bairro do Campeche, em Florianópolis. Em São Paulo, a ONG Cidades sem Fome já criou 25 áreas de cultivo na Zona Leste da capital paulista com a perspectiva de negócio social.

– A temática da agricultura urbana vai crescer muito nos próximos anos. É a saída para cultivar produtos de qualidade nas grandes cidades e perto da comunidade – acredita Hans Temp, fundador da ONG.

Temp entende que a atividade agrícola por muito tempo foi vista como um trabalho de pessoas com pouca instrução, mas defende que esse preconceito já está acabando e o agricultor urbano será uma profissão extremamente valorizada nos próximos anos. Segundo ele, os orgânicos são o meio para uma alimentação saudável e é preciso praticar um preço acessível e justo.

– Fazer chegar produtos de qualidade e saudáveis na mesa das pessoas é um negócio incrível. Startups surgirão nesse mercado de grande riqueza financeira e social – projeta Temp. 



Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Horta comunitária é vista como negócio social em São Paulo

O programa Cidades sem Fome em São Paulo tem como política de ação não criar hortas apenas com o perfil de filantropia, em que todo mundo produz um pouco e os produtos são doados. O objetivo é transformar as hortas em negócio social, no qual os trabalhadores são treinados e recebem os lucros da venda dos produtos. Segundo o fundador Hans Temp, isso ajuda a garantir a perpetuação da horta, já que há motivações maiores.

– Quando o foco é apenas doações ou ajuda, as coisas tendem a morrer rapidamente. Não há benefícios direto e ao longo prazo as pessoas se desmotivam porque o entusiasmo muda ou acaba. Nossos projetos são negócios sociais que geram renda para quem trabalha nessas hortas comunitárias – explica Hans.

Os produtos orgânicos são vendidos para a própria comunidade, para restaurantes e mercados e os valores voltam para a horta como investimento, manutenção e renda. Segundo Hans, esse processo funciona porque há um produto de qualidade, que são os orgânicos, com valor agregado por ser de um trabalho social. Ele ainda critica os valores altos de algumas feiras de orgânicos onde um pé de alface chega a custar R$ 5.

– Esses valores são absurdos e tristes porque geram zonas de exclusão quando deveria ser o contrário. Priva as pessoas de consumir produtos saudáveis. A produção de alimentos orgânicos não é mais cara – defende.

Para o Cidades sem Fome, é importante atribuir um preço justo ao mercado para vender os produtos e gerar a sustentabilidade no negócio. Preço acessível é aquele que uma pessoa de qualquer classe social pode pagar numa horta comunitária. É o mesmo preço que se encontra na feira do bairro, mas a qualidade do produto orgânico.

– Nas periferias um dos problemas é que os mercados ficam longe e a horta se torna um lugar perto com alimentos saudáveis – ressalta Hans. 


Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Modelos de hortas comunitárias podem variar
Enquanto os modelos implantados pela ONG Cidades sem Fome em São Paulo tem a perspectiva de negócio e geração de renda das pessoas que trabalham na horta comunitária, os modelos desenvolvidos pela Eletrosul e organizados pela própria comunidade variam quanto ao foco da horta. Na horta comunitária do Pacuca, no bairro do Campeche, em Florianópolis, os produtos orgânicos são doados para quem participa e apoia o projeto.

– Nossa ideia é criar uma cultura da reciclagem do resíduo orgânico por meio da compostagem. Quem ajuda no projeto, cuida da horta ou dedica seu tempo, pode receber algum produto em troca – explica Eduardo Rodrigues, coordenador do projeto.

A horta do Pacuca começou por iniciativa da comunidade com apoio da Associação dos Moradores do Campeche junto ao Conselho de Saúde do bairro e recebeu ajuda da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) com gravetos para a compostagem. Nesse modelo, todos ajudam como podem e os custos são divididos entre os voluntários que também buscam parcerias.

No modelo proposto pela Eletrosul, a empresa entrega a horta comunitária pronta e com ferramentas para a manutenção e cultivo. A partir desse ponto, a área passa para gestão da comunidade, que deve seguir um regimento com 30 tópicos em que responsabilidades das duas partes são esclarecidas. Cada horta também tem um coordenador para gerir problemas e se comunicar com a empresa.

– Nesse modelo, as hortas são cultivadas por famílias da comunidade e cada família tem o seu canteiro e determina o destino dos produtos. Podem consumir, vender apenas o excedente ou toda a produção – explica Anderson Caetano.

Passos para montar uma horta comunitária

CONVERSE
A mais importante dica é conversar com todas as pessoas envolvidas. Representantes da comunidade, vizinhos, interessados em participar. Discutir quais as intenções de cada uma e alinhar um plano de objetivos com a horta comunitária.

NÃO EXISTE TERRA DE NINGUÉM
Lembre-se que todo espaço tem algum dono e mesmo se for um órgão público, como a prefeitura por exemplo, é preciso se organizar e pedir para usar a área.

CONTRATO DE USO
Ao identificar um terreno, não use sem antes conversar com o proprietário da área. Tente estabelecer um contrato com força jurídica e cláusulas de uso sobre a área para dar confiança ao proprietário e garantir a viabilização do horta sem surpresas futuras.

CAPTAÇÃO DE RECURSOS
Importante se organizar com a comunidade ou com apoiadores para captar recursos de investimento para construir a horta e mantê-la em funcionamento. Lembre-se de que há gastos com água, madeira, luz e pregos, por exemplo.

DEFINA O FOCO DA HORTA
Seguindo o que foi conversado antes de escolher o terreno, estabeleça um objetivo claro para a horta que seja de acordo comum entre os principais colaboradores. Será para consumo próprio, venda do excedente, apenas venda, distribuição para pessoas carentes. Lembre-se de que sempre há custos e alguém deve pagar por eles.

E O DINHEIRO, O QUE FAZER?
À medida em que os produtos são vendidos, o que será feito com o dinheiro? Será reinvestido, distribuído entre as pessoas envolvidas ou funcionará como um espécie de salário entre as pessoas que cuidam? É preciso deixar claro para diminuir problemas e frustrações futuras.

PESSOAS ENGAJADAS
Busque fazer uma seleção das pessoas que trabalham na horta. Importante que elas estejam engajadas e cientes de como será esse trabalho. Ideal é que elas recebam algum tipo de treinamento para melhor operarem no cultivo. E esteja preparado para desistências.

CONSELHEIROS
Importante que a horta comunitária tenha um grupo gestor com alguns integrantes, cerca de cinco, que sejam fiéis aos propósitos e organizem uma espécie de plano para a horta. Devem existir regras, responsabilidades e objetivos claros para evitar que os interesses mudem conforme motivações particulares.

CAPITAL INICIAL
Preparar um terreno de 5 mil metros quadrados com limpeza, terraplanagem, assessoria de técnicos agrônomos, combustível dos veículos, britagem pode custar até R$ 30 mil segundo a ONG Cidade Sem Fome.

Se considerar o custo apenas da montagem dos canteiros, sistema de irrigação, sementes e o plantio das primeiras mudas, o custo fica em torno de R$ 2 mil para iniciar o projeto, segundo o técnico agrícola Anderson Caetano.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Kototama - O espírito da palavra, o que isso tem a ver com as músicas que escuto?


Guen-Rei = Kototama = espírito da palavra
Vocábulo japonês composto de Guen=palavra e rei=espírito.


Os sons emitem uma vibração -positiva ou negativa- que influi de modo decisivo na criação do ambiente espiritual.

Por isto, nas orações orientais, é frequente o emprego de mantras que, por sua mera emissão sonora, purificam o ambiente.


Vocês devem ter percebido que ultimamente tenho postado letras de músicas que tenho chamado "Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento".

Se levarmos em conta o Kototama, ou o espírito da palavra, como será que anda a energia das músicas que ouvimos diariamente. 

Perceberam que essa energia é "malandra"? Na maioria das vezes estamos distraídos ouvindo música no trabalho, no carro, em casa. Não prestamos atenção às letras ...

E lá estamos nós... "Felicidade foi embora e a tristeza no meu peito ainda mora " ou então "tristeza não tem fim, felicidade sim". Ah mas você vai dizer, essas são antigas. Não tem nada a ver...

Tuuuudo bem, vamos lá para as atuais. Quem sabe as musas das Olimpíadas me trazem uma luz: 

Anita - Bang : Vem na maldade, com vontade / Chega, encosta em mim / Hoje eu quero e você sabe que eu gosto assim.  Uh, uh, uh, uh, uh / Uh, uh, uh, uh, uh / Uh, uh, uh, uh, uh

Ludimila - BomHumm, humm, humm, é bom / Uma taça de chandon (bom)
Um calor no edredom (bom) / Cê tirando meu batom é bom, bom, bom, bom, bom
Uma taça de chandon (bom) / Um calor no edredom (bom)
Cê tirando meu batom é bom, bom, bom
Relaxa que eu quero você / Relaxa que eu quero prazer
Relaxa que a noite promete e naturalmente vai acontecer


Estou exagerando? Talvez, mas é o que tem nos programas de TV, nas rádios, na Internet. Somos bombardeados pela mídia com músicas de consumo rápido, não temos mais letras que enriquecem nosso vocabulário. Claro que o tempo filtra e daqui há 20 anos ninguém vai lembrar do que é ruim. Mas a energia colou em quem viveu esse tempo.

E é dessa energia que quero falar. De filtrarmos hoje o que pode nos fazer bem, prestar mais atenção nessa energia que chega de fininho e sem que prestemos atenção nos atinge profundamente. E lá estamos nós sem saber porque irritados ou depressivos.

Vamos ouvir e não apenas escutar. Mesmo nas músicas clássicas isso acontece, algumas nos "botam pra cima" outras nos levam "pro chão".

Adoraria receber sugestões dos leitores  para ampliarmos nossa coleção de músicas que só fazem bem. E aí cantar, dançar  e fazer nossa alma feliz!




Sugestões já publicadas:
Noel Rosa
+ Noel Rosa
Marisa Monte
Maria Bethania


Da série: Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento.


Façamos
Elza Soares


Os cidadãos no Japão, fazem
Lá na China um bilhão, fazem
Façamos, vamos amar

Os espanhóis, os lapões, fazem
Lituanos e letões, fazem
Façamos, vamos amar

Os alemães em Berlim, fazem
E também lá em Bonn
Em Bombaim, fazem
Os hindus acham bom

Nisseis, nikeis e sanseis, fazem
Lá em São Francisco muitos gays fazem
Façamos, vamos amar

Os rouxinóis e os saraus fazem
Picantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar

Os jaburus no Pará, fazem
Tico-ticos no fubá, fazem
Façamos, vamos amar

Chinfrins galinhas afins fazem
E jamais dizem não
Corujas, sim, fazem
Sábias como elas são

E os perus, todos nus, fazem
Gaviões, pavões e urubus, fazem
Façamos, vamos amar

Dourados do Solimões, fazem
Camarões e camarães, fazem
Façamos, vamos amar

Piranhas, só por fazer, fazem
Namorados, por prazer, fazem
Façamos, vamos amar

Peixes elétricos bem, fazem
Entre beijos e choques
Garçons também fazem
Sem falar nos hadocs

Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus do mar em Portugal, fazem
Façamos, vamos amar

Libélulas e nambus, fazem
Centopéias sem tabus, fazem
Façamos, vamos amar

Os louva-deuses, por fé, fazem
Dizem que bichos de pé, fazem
Façamos, vamos amar

As taturanas também fazem
Um amor incomum
Grilos, meu bem, fazem
E sem grilo nenhum

Com seus ferrões, os zangões, fazem
Pulgas em calcinhas e calções, fazem
Façamos, vamos amar

Tamanduás e tatus, fazem
Corajosos cangurus, fazem
Façamos vamos amar

Coelhos só e tão só, fazem
Macaquinhos no cipó, fazem
Façamos, vamos amar

Gatinhas com seus gatões, fazem
Dando gritos de ais
Os garanhões fazem
Esses fazem demais

Leões ao léu, sob o céu, fazem
Ursos lambuzando-se no mel, fazem
Façamos, vamos amar
Façamos, vamos amar


Leia também: Kototama - O espírito da palavra, o que isso tem a ver com as músicas que escuto?


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Da série: Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento


Amigo é Para Essas Coisas
MPB-4


- Salve!
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo!
- Um ano ou mais
- Posso sentar um pouco?
- Faça o favor
- A vida é um dilema
- Nem sempre vale a pena
- Pô...
- O que é que há?
- Rosa acabou comigo
- Meu Deus, por quê?
- Nem Deus sabe o motivo
- Deus é bom
- Mas não foi bom pra mim
- Todo amor um dia chega ao fim
- Triste
- É sempre assim
- Eu desejava um trago
- Garçom, mais dois
- Não sei quando eu lhe pago
- Se vê depois
- Estou desempregado
- Você está mais velho
- É
- Vida ruim
- Você está bem disposto
- Também sofri
- Mas não se vê no rosto
- Pode ser
- Você foi mais feliz
- Dei mais sorte com a Beatriz
- Pois é
- Vivo bem
- Pra frente é que se anda
- Você se lembra dela?
- Não
- Lhe apresentei
- Minha memória é fogo!
- E o l´argent?
- Defendo algum no jogo
- E amanhã?
- Que bom se eu morresse!
- Pra quê, rapaz?
- Talvez Rosa sofresse
- Vá atrás!
- Na morte a gente esquece
- Mas no amor a gente fica em paz
- Adeus
- Toma mais um
- Já amolei bastante
- De jeito algum!
- Muito obrigado, amigo
- Não tem de quê
- Por você ter me ouvido
- Amigo é pra essas coisas
- Tá
- Tome um Cabral
- Sua amizade basta
- Pode faltar
- O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará


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Da série: Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento

Ai, se eles me pegam agora
Chico Buarque
Com as Frenéticas

Ai, se mamãe me pega agora de anágua e de combinação
Será que ela me leva embora ou não
Será que vai ficar sentida, será que vai me dar razão
Chorar sua vida vivida em vão
Será que faz mil caras feias, será que vai passar carão
Será que calça as minhas meias e sai deslizando pelo salão
Eu quero que mamãe me veja pintando a boca em coração

Será que vai morrer de inveja ou não
Ai, se papai me pega agora abrindo o último botão
Será que ele me leva embora ou não
Será que fica enfurecido será que vai me dar razão
Chorar o seu tempo vivido em vão
Será que ele me trata à tapa e me sapeca um pescoção
Ou abre um cabaré na Lapa e aí me contrata como atração
Será que me põe de castigo será que ele me estende a mão


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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Da série: Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento

Samba do Criolo doido
Quarteto em Cy



Foi em Diamantina / Onde nasceu JK
Que a princesa Leopoldina / Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva / Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa / A se casar com Tiradentes
Lá iá lá iá lá ia / O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá / O bode que deu vou te contar
Joaquim José / Que também é
Da Silva Xavier / Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas / Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta / O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro / E acabou com a falseta
Da união deles dois / Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão/ E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história/ Que é dos dois a maior glória
Da.Leopoldina virou trem / E D.Pedro é uma estação também
O, ô, ô, ô, ô, ô / O trem tá atrasado ou já passou

De: Sérgio Porto

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domingo, 4 de setembro de 2016

Da série: Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento.


Nesta obra prima de Noel Rosa você encontra palavras que provavelmente a juventude de hoje não sabe o que é.... Quanta riqueza!!!

"Agora vou mudar minha conduta
Eu vou pra luta pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bruta
Pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa

E eu pergunto: com que roupa?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?

Agora eu não ando mais fagueiro
Pois o dinheiro não é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro
Não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa

Mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?

Eu hoje estou pulando como sapo
Pra ver se escapo desta praga de urubu
Já estou coberto de farrapo
Eu vou acabar ficando nu
Meu terno já virou estopa

E eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?

Seu português agora deu o fora,
Já foi-se embora e levou seu capital.
Esqueceu quem tanto amou outrora,
Foi no Adamastor pra Portugal,
Pra se casar com uma cachopa,

Mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou
Pro samba que você me convidou?"

Noel Rosa
Quer conhecer mais da obra de Noel? Acesse aqui

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#institutopedrocozzi #espaçodarvida #desenvolvimentohumano #nadiacozzi

Da série: Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento.

Balança Pema

Don don dim,
din din dom,
dom dom dim (ou ou)

Balança pema
Balança sem parar
Arrasta as sandálias
Arrasta até gastar (2x)

Quando você sambalança
Sambalança meu coração também
Ele sambalança certinho
Juntinho com o seu vai e vem

Balança pema
Balança sem parar
Arrasta as sandálias
Arrasta até gastar

Se você jurar
Me ensinar sambalançar assim
Eu lhe darei uma sandália de prata
Para você sambalançar só pra mim

Balança pema
Balança sem parar
Arrasta as sandálias
Arrasta até gastar (2x)

Dom dom dim,
dim dim dom,
dom dom din (ou ou)

Pois quando você sambalança
Sambalança meu coração também
Ele sambalança certinho
Juntinho com o seu vai e vem, (ou ou).

Balança pema
Balança sem parar
Arrasta as sandálias (contigo bem bom)
Arrasta até gastar (2x)

Balança pema
Balança sem parar
Arrasta as sandálias (contigo bem bom)
Arrasta até gastar (2x)

Dom dom dim,
dim dim dom,
dom dom dim, (ou ou)

De Jorge Benjor
Canta Marisa Monte

sábado, 3 de setembro de 2016

Da série: Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento.

Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.
Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.
A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente
O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora
Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!

Neol Rosa

Leia também: Kototama - O espírito da palavra, o que isso tem a ver com as músicas que escuto?

Quer conhecer mais da obra de Noel? Acesse aqui



#institutopedrocozzi #espaçodarvida #desenvolvimentohumano #nadiacozzi

Da série: Quando as Letras das músicas tinham sentido e sentimento

Brincar de Viver

 "a arte de sorrir cada vez que o mundo diz não".

Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo

Que assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo,vem


De Guilherme Arantes
Canta: Maria Bethânia

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quer saber onde ficam as hortas comunitárias de São Paulo.





É só clicar aqui Portal:Agricultura_Urbana
São trabalhos comunitários e sempre estão precisando de voluntários. Tem um tempinho para ajudar? Passa lá !
Imagem: morguefile

16º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças

Da Série: Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento.

"Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia"
Noel Rosa
Quer conhecer mais da obra de Noel? Acesse aqui


Leia também: Kototama - O espírito da palavra, o que isso tem a ver com as músicas que escuto?


#institutopedrocozzi #espaçodarvida #desenvolvimentohumano #nadiacozzi

Quando as letras das músicas tinham sentido e sentimento.

"Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia"
Noel Rosa

#institutopedrocozzi #espaçodarvida #desenvolvimentohumano #nadiacozzi

Voto branco x voto nulo: saiba a diferença




Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto.

Mas qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo?


Voto em branco

De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.

Voto nulo

O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.

Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral.

Votos válidos

Atualmente, vigora no pleito eleitoral o princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal e a Lei das Eleições. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos.

A contagem dos votos de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz: "é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos".

Ou seja, os votos em branco e os nulos simplesmente não são contados. Por isso, apesar do mito, mesmo quando mais da metade dos votos forem nulos, não é possível cancelar uma eleição.

Como é possível notar, os votos nulos e brancos acabam constituindo apenas um direito de manifestação de descontentamento do eleitor, não tendo qualquer outra serventia para o pleito eleitoral, do ponto de vista das eleições majoritárias (eleições para presidente, governador e senador), em que o eleito é o candidato que obtiver a maioria simples (o maior número dos votos apurados) ou absoluta dos votos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos).


Com informações do TSE
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